[ Segunda-feira, Abril 28, 2008 ]


Não importa mais quem vem, vai ou fica. Além do corpo vive a consciência acima de tudo. Calada, diz tudo através do olhar e outros gestos. Uma compreensão espontânea. Agora faz sentido a dita eternidade aquecida por um momento finito. Toda vez que não há o toque, há o senti-lo mais forte do que pudera. Sob o brilho de pálpebras contraídas num sorriso, as palavras continuam as mesmas, ainda que não ditas como outrora. Não há espera, porque o presente, sim, é infinito.
Alice [02:03] [Comentários: ]