[ Terça-feira, Setembro 25, 2007 ]


Mesmo sendo a matemática uma ciência exata, a precisão absoluta é algo que escapa por entre os dedos da humanidade animal.

As coisas são como são e só.

Tudo tem fim na morte.

O prazo de validade é o tempo que se tem para perceber isso ou se perder em pensamentos e emoções de gravidade esmagadora, arranhando a lente entre a realidade e a loucura.
Alice [19:10] [Comentários: ]

[ Domingo, Setembro 16, 2007 ]


Em nome do desapego, arrisco a caligrafia digital hospedada na casa dos outros, os quais exigem a aceitação dos termos responsáveis por assegurar-lhes a dita liberdade que haverá, ou não, de um dia passar a borracha em muitas de nossas histórias num só clique ou ação pré-programada como o timer do aparelho de injeção letal, cujo acionamento é feito de modo a diluir o peso da culpa.

Pessoas como nós, escondidas no mundo e expostas em pixels, vivem numa prisão sem grades, afogadas em letras bem ou mal lidas/escritas de encontro à vista cansada, produzindo quase sempre uma torrente de nada.

Pixels não têm doenças vasculares ou pulmonares, nem problemas de postura.

Pixels não têm cheiro, gosto ou textura.

Pixels jamais vão matar a fome ou a saudade, mas talvez ainda sirvam para compartilhar alguma coisa que seja além dessa imensa solidão em meio à turba enfurecida, onde volta e meia os ruídos ensurdecedores se transformam em silêncio bloqueador.

No espelho dos pixels ninguém tem vergonha de ser egocêntrico e vaidoso como eu.


Alice [18:22] [Comentários: ]